Justiça suspende atividades de mineradoras na Serra do Curral e multa AMN em R$ 4 milhões
Mineração na Serra do Curral, em BH Reprodução/TV Globo A Justiça Federal determinou, nesta segunda-feira (9), a suspensão imediata de atividades minerár...
Mineração na Serra do Curral, em BH Reprodução/TV Globo A Justiça Federal determinou, nesta segunda-feira (9), a suspensão imediata de atividades minerárias e de 57 processos administrativos que atingem total ou parcialmente as áreas protegidas da Serra do Curral, em Minas Gerais. Não foi informado o número exato de empresas e minas afetadas. Também foi determinada uma multa de R$ 4 milhões contra a Agência Nacional de Mineração (ANM) por ignorar ordens judiciais anteriores. ✅Clique aqui para seguir o canal do g1 MG no WhatsApp O objetivo da medida, que atende a pedidos do Ministério Público Federal e do MPMG, é paralisar tanto o trâmite burocrático, de empresas específicas que atuam na região, quanto o avanço da exploração mineral em zonas de preservação. Com a decisão, volta a vigorar o perímetro original tombado na Serra do Cural, garantindo uma área de proteção maior (veja mais abaixo) para evitar a "mutilação da paisagem". Segundo a Justiça, a falta de fiscalização adequada "gerou danos graves ao patrimônio histórico e ambiental". Mineração ilegal investigada pela PF expõe destruição por trás do paredão verde da Serra do Curral, cartão-postal de BH 'Destombamento' irregular Um dos pontos centrais da decisão foi a anulação da Portaria Iphan nº 444/2016. Segundo a Justiça, a norma promoveu um 'destombamento' irregular ao reduzir a área protegida do Pico de Belo Horizonte de aproximadamente 42 hectares para apenas 9 hectares. A decisão judicial destaca que a redução ocorreu sem justificativa técnica e desrespeitou o Decreto-Lei nº 25/1937, que exige um processo rigoroso para qualquer retirada de proteção. Com isso, a Justiça impôs a multa contra a ANM por descumprir ordens judiciais que já proibiam novos direitos minerários na serra desde 2018. Segundo a Justiça, as investigações mostraram que, mesmo ciente da proibição, o órgão autorizou pelo menos quatro novos empreendimentos na região nos últimos anos. A Justiça ressaltou que "as informações sobre o tombamento eram públicas". A agência tem o prazo de 30 dias para efetivar a suspensão dos processos, sob pena de aplicação de uma nova multa no valor de R$ 1 milhão em caso de descumprimento. LEIA TAMBÉM: MP encontra irregularidades em 287 casas de repouso e instituições para pessoas com deficiência Quem era o brasileiro morto pela polícia americana após pedir auxílio de saúde mental Serra do Curral é depredada pela mineração Lucas Franco/TV Globo Veja os vídeos mais assistidos do g1 Minas